Convicções – Parte I

Desde o início dos tempos temos observado a civilização humana como ela é, o desamparo do homem, suas frustrações e medos, sem saber direito o que representavam os fenômenos naturais, seu destino entre outros, o homem buscava algo que explicasse o que lhe acontecia, as razões dos fenômenos naturais, sem conseguir explicações cabais, a raça humana desenvolveu certezas de que tudo o que lhe acontecia assim como o que a natureza funcionava, criou Deuses para justificar àquilo que não compreendia e por anos e anos se acreditava fielmente que oferecer sacrifícios aos Deus resolveriam todos os problemas, que se houvesse seca ou inundações era porque os Deuses estariam descontentes ou zangados, sem dúvida alguma a civilização humana, encontrara respostas para o que não se conseguia explicar, estas ideias se tornaram verdades absolutas, convicções, certezas de tudo isto era responsabilidade dos Deuses e que nada poderiam fazer a não ser tentar agradar e oferecer oferendas e sacrifícios para apaziguar a ira dos Deuses e assim ter paz, uma colheita farta e saúde.
 
Anubis – os rituais egípcios – oferenda aos Deuses.

 

Todos naquela época, jamais duvidaram desta certeza criada pelo próprio homem para se livrar do desamparo a que estava submetido, com o passar dos anos,com a evolução da civilização humana e principalmente com a evolução da ciência estas e outras convicções foram sendo destruídas e desmitificadas, dando lugar aos fatos científicos ao invés de se responsabilizar os Deuses por tudo de bom ou ruim que acontecia, jogando por terra tais ideias e certezas.
 
O homem sempre em busca de suas convicções
Este breve história da humanidade se fez necessária para que pudéssemos passar um ideia das convicções daquela época e sua derrocada, assim me parece que até hoje, vivemos, claro, resguardadas as devidas proporções e temas variados que a civilização humana ainda se baseia em suas convicções para responder àquilo que não conhece ou não sabe explicar, segundo Freud em O Futuro de uma Ilusão que “As pessoas experimentam seu presente de forma ingênua, por assim dizer, sem serem capazes de fazer uma estimativa sobre seu conteúdo; têm primeiro de se colocar a certa distância do presente, isto é, o presente tem que se tornar passado para que possa produzir pontos de observação a partir dos quais elas julguem o futuro.” Em seguida explicarei melhor o que quis dizer com isso, certamente estou tentando fazê-los entender melhor o que nos espera no futuro, ou seja, que temos que observar o presente com clareza para saber o que nos espera mais a frente.
Até o próximo post PJC,  nosso tema “Convicção” continua..
Saudações ecológicas.
Agindo local, pensando global!
Carlos Avel!

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