PJC 2015 por Zygmunt Bauman

Vale a pena ler a obra de Zygmunt Bauman, um famoso sociólogo polonês, que vive na Inglaterra em razão de ações antissemitas no passado.
Bauman, fala com muita propriedade sobre cultura e principalmente sobre o mundo moderno e suas vertentes, sobre a dificuldade de se ser austero e ao mesmo tempo consumista. Hoje nos é imposta a necessidade de consumir de maneira absurda, isto é tão cruel que chega-se a dizer que nossos empregos dependem disso.
O sociólogo reflete sobre a falta de tempo hoje em dia para estar com a família, com aqueles que amamos, ao ponto de algumas pessoas consumirem além das suas possibilidades financeiras somente para compensar esta falta, este vazio que sentimos e que procuramos preencher, muitas vezes de maneira errada.
Comprar sem precisar, jamais irá suprir esta necessidade do ser humano de que algo está faltando.
Quanto mais caro o presente, de início mais parece que nos sentimos finalmente recompensados, no entanto, passados alguns momentos, maior fica nossa culpa e aquela sensação de falta, de vazio se repete, tornando assim este processo um ciclo vicioso, comparável ao uso de droga, quanto mais usa, mais se tem necessidade de usar e cada vez em menores lapsos temporais. 

 

Bauman fala com muita sabedoria, sobre os acontecimentos que estão eclodindo no mundo todo a partir da Primavera Árabe, onde definitivamente o Poder se divorciou da Política, após anos de casamento.
Hoje os povos entenderam que quem tem a força é quem pode fazer, e que a política decide o que fazer.

 


Bauman e sua várias faces

Felizmente no Brasil atual, parece que a sociedade entendeu que tem o poder de mudar as coisas, mas ainda não sabe bem como fazê-lo, além de se utilizar de uma política das mais baixas, onde o vale tudo para se ganhar se sobrepõe às necessidades do povo. Ainda faltam lideranças para tal, mas o primeiro passo já foi dado, oxalá este entendimento não se deixe acabar com as manobras inescrupulosas de políticos profissionais, que estão ocupando cargos representativos na República somente para se servirem dela e não para servir a nação.
Urge que o povo brasileiro tenha consciência de tudo que vem ocorrendo no país, após alguns avanços sociais em nossa opinião o Brasil retrocedeu no tempo, pulando de noticiário sobre avanços para as paginas policiais

Bauman em um de seus momentos de reflexão

Com certeza Bauman não entenderia como pessoas que exercem os mais altos cargos da República ao serem descobertos e expostos casos incríveis de corrupção, saem de lado alegando que nada sabiam e o povo aceita com tanta naturalidade que chega a assustar.
Isso me faz lembrar como tratamos nosso meio ambiente, sabemos que o estamos destruindo de forma rápida, mas fingimos nada saber ou perceber, será que estamos nos tornando um povo alienado? Afinal já dizia Jabor, um dos maiores colunistas deste país, “que somente os alienados são felizes”. Será? Prefiro acreditar que não. 
Embora eu acredite que não se deve esperar por uma data especial para iniciarmos mudanças necessárias, o PJC deseja a todos um 2015 repleto de realizações, muita saúde e paz!
Saudações Ecológicas!
Agindo local, pensando global.
Carlos Avel!

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