COP21 – O resultado final.

Com certeza devemos comemorar o resultado final da conferência mundial sobre o clima, que terminou ontem em Paris, foi uma vitória do bom senso, da necessidade em se tomar decisões para salvar o planeta.

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Com a maior participação de países na história destes debates, 195 países assinaram o documento final, incluindo nesta lista a China e os USA, os maiores poluidores do planeta. A meta de aumento da temperatura abaixo dos 2 graus Celsius e a promessa de tentar não ultrapassar este aumento a 1,5 graus torna o feito ainda mais ambicioso, o que nos agrada muito. Sinceramente, eu gostaria que a meta máxima fosse de 1,5 graus, assim nos esforçaríamos ainda mais para ficar abaixo disto, mas em razão dos mais diversos interesses, em especial o econômico, a minha avaliação ainda assim é positiva.

Líderes unidos pelo planeta
Líderes comemorando a união de ideias por um planeta melhor

Agora que sabemos qual a meta a ser alcançada, resta a todos nós, cobrar e vigiar. Este documento pela primeira vez tem força de lei, é legalmente vinculante, países ricos se comprometeram a financiar os países pobres na ordem de US$100 bilhões, quantia que a meu ver, será insuficiente, mas já é um avanço, o que precisa ser feito é a devida aplicação destes recursos, onde eles são necessários, o desvio destes para outros objetivos, poderá comprometer todo o acordo feito em Paris, lembrando que trata-se de uma ação global, e por quê falo isso? Quem não se lembra dos milhões de dólares entregues ao Brasil para a limpeza da Baía de Guanabara? Qual o resultado? Onde foi parar este dinheiro? Na Baía é que certamente não foi, basta olhar o resultado.

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Outros aspectos negativos ficaram evidentes, o fato de não existirem metas globais numéricas sobre os cortes na emissão de gases causadores do aumento do efeito estufa, e a falta de prazos para se atingir o aumento máximo de 1,5 graus Celsius, deixando assim em aberto um dos maiores avanços deste acordo mundial, uma pena, como advogado, eu gostaria de ver estes prazos amarrados no documento final, assim facilitaria a cobrança, caso não se alcance esta meta.

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Outro fato importante e que deixou também um gosto amargo para aqueles que esperavam algo ainda melhor, foi a retirada do termo, “Neutralidade de Carbono”, que faziam parte inicialmente do documento, mais uma vitória dos grandes produtores de petróleo.

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Ainda assim, considero o acordo final, uma vitória de todos nós, um suspiro para a humanidade e o planeta, mas mantenho viva a convicção de que precisamos de mais, muito mais, em princípio, o resultado final nos aponta na direção de que em 2070/80 as emissões de carbono terão que ser zero.

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A luta continua! Vamos fiscalizar, vamos cobrar, mas vamos, sobretudo fazer a nossa parte.

Saudações ecológicas!

O universo conspira a favor, mas é necessário suar!

Carlos Avelino

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